terça-feira, 31 de maio de 2011

De repente, em meio a escuridão que tomava conta do cômodo, tudo se tornou claro. Como quando seus olhos se adaptam à ausência de luz, tudo se tornou nítido em poucos segundos. As coisas são como devem ser e tudo se encaixa aos poucos, um quebra cabeças torto de peças gastas e preguiçosas.
Quatro mãos juntas abrem o caminho e guiam rumo a becos inexplorados. A excitação é latejante e engolimos palavras que destruiriam os tímpanos. Não mais incômodos, não mais. Pulando de flor em flor estamos por aí, juntos do jeito certo porque, no fim das contas, o 'se' só serve pra chatear.
Então, na escuridão que torna contornos nítidos, vi você. E é assim, sem nunca esquecer os traços do que você é, que ficaremos a sorrir.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Tudo em seu devido lugar. A felicidade bem na minha frente enquanto eu olhava para os lados, procurando-a desesperadamente. De um jeito inesperado, tudo o que eu queria, das mãos que eu já sabia... me levariam pra passear no fim da tarde.

domingo, 8 de maio de 2011

Amanhã, e amanhã, e ainda outro amanhã arrastam-se nessa passada trivial do dia para a noite, da noite para o dia, até a última sílaba do registro dos tempos. E todos os nossos ontens não fizeram mais que iluminar para os tolos o caminho que leva ao pó da morte. Apaga-te, apaga-te, chama breve! A vida é apenas uma sombra ambulante, um pobre palhaço que por uma hora se espavona e se agita no palco, sem que depois seja ouvido; é uma história contada por idiotas, cheia de fúria e muito barulho, que nada significa.

Macbeth, Ato 5, Cena 5, linhas 22-31

quarta-feira, 4 de maio de 2011

- Pára. Acorda!! Vamos!

...

- Levanta, agora!

Mas ele continuava sem ouvir a voz da razão.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Encontrei o que precisava, achei o que guardava dentro de você. Todos os dias o que eu quero, onde eu deveria buscar. As confusões descomplicadas, os problemas resolvidos. Quando acordei pro mundo real, me deixei levar pelos devaneios. Tudo em seu lugar. Obrigado, obrigado...

domingo, 1 de maio de 2011

Quando o bom não é suficiente, quando todos os esforços são em vão, nada muda. Continuamos aqui, como sementes no algodão de crianças sonhadoras, como quem ouve os gritos e finge ouvir sussuros. Observamos caretas e enxergamos sorrisos. Todas as mãos dadas. Dedos podres entrelaçados, dedos que apontam todas as direções. Quando o mundo colore de preto o arco iris, olhamos pra baixo pra ver se ainda achamos um resquício do reflexo do sol. Depois de tanto tempo ainda me surprrendo comigo mesmo.
Esperta demais, complicada demais, especial demais. No mundo das idéias sempre serei suficiente pra mim mesmo, mesmo que no mundo real me suporte apenas por alguns minutos. Sonhar e não acordar mais.
Esperamos ansiosamente sabe-se lá pelo que. Deixo o vento refrescar a nuca e a música me levar para todas as direções. Pelo menos ali, tudo já foi perfeito um dia. Tudo está bem.