sábado, 24 de setembro de 2011
"E foi quando percebeu que não suportava mais olhar na cara daquele homem. Se apressou em sair sem dizer nada. Quando tudo mudou? Foi aí que o homem correu, correu sem saber pra onde... correu até não aguentar mais. Os faróis já estavam longe de seu alcançe e só o que restou foi sentar no meio fio e chorar, dividindo as lágrimas com as gotas que caíam do céu"
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Visões de Cody
"...(na verdade entendendo numa miríade de pensamentos rápidos tudo o que eu sinto enquanto a casa se ergue à minha frente e ativa tudo ao redor dela, no bolso da camisa os caderninhos se batendo), avançando pouco a pouco até bater na porta que vai ser exatamente como naquelas tardes de verão quando eu fingia que tava morrendo de sede no deserto mas um árabe hospitaleiro me levava até a tenda dele e colocava um copo de água gelada na minha frente , mas dizia 'você só poderá beber se a sua fortaleza e os seus homens se renderem, e terão que se render de joelhos, implorando' e eu aceito, curvo a cabeça numa grande agonia heróica mas vendo o copo, as gotinhas na borda enfumaçada, o gelo estalando, e me avançando em direção a ele, pondo a borda devagar nos lábios, a bebida proibida, o momento exato do primeiro gole e de apreciar a água pura e simples, nossa, uau, você sabe como é, e é assim que eu vou bater na sua porta que não é uma porta qualquer."
Trecho da carta de Jack Kerouac a Neal Cassady - Visões de Cody
Trecho da carta de Jack Kerouac a Neal Cassady - Visões de Cody
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
...
Dormir e acordar. Perceber que tudo não passou de um sonho ruim. No ápice da alegria, puxo meu próprio tapete e caio em câmera lenta. Quando todos os passos são errados, é preciso parar. Parar e observar, torcendo pra que o vislumbramento não a machuque também. Cansado de fazer mal. Chatear é horrivel, ainda mais quando se trata da pessoa que mais queremos bem.
Vergonha de tudo, arrependimento. Os sonhos vividos parecem muito longe agora. Tudo guardado em gavetas, correntes que garantem a segurança da memória. Os melhores dias, a melhor companhia, as melhores risadas. Como quem joga sal no suco mais doce, estraguei a festa.
Agora sim, sabem o que eu vejo no espelho. Tudo volta a ser como era e eu sigo em frente, pra qualquer lugar. Nunca esquecer, nunca deixar de sorrir ao lembrar. A melhor pessoa, decepcionada. Queria fazer bem, dar tudo o que merece, ajudar no que posso. Mas quando arranca os cabelos e perde a paciência com as babaquices de um babaca, precisa de espaço. Espaço pra achar o que falta, pra voltar a sorrir como em tantas outras vezes, vezes que vivi e que guardo no lugar mais aquecido de uma cabeça gelada e deturpada pelas proprias construções equivocadas.
Não conseguiria pedir mais nada. Vergonha
Vergonha de tudo, arrependimento. Os sonhos vividos parecem muito longe agora. Tudo guardado em gavetas, correntes que garantem a segurança da memória. Os melhores dias, a melhor companhia, as melhores risadas. Como quem joga sal no suco mais doce, estraguei a festa.
Agora sim, sabem o que eu vejo no espelho. Tudo volta a ser como era e eu sigo em frente, pra qualquer lugar. Nunca esquecer, nunca deixar de sorrir ao lembrar. A melhor pessoa, decepcionada. Queria fazer bem, dar tudo o que merece, ajudar no que posso. Mas quando arranca os cabelos e perde a paciência com as babaquices de um babaca, precisa de espaço. Espaço pra achar o que falta, pra voltar a sorrir como em tantas outras vezes, vezes que vivi e que guardo no lugar mais aquecido de uma cabeça gelada e deturpada pelas proprias construções equivocadas.
Não conseguiria pedir mais nada. Vergonha
domingo, 18 de setembro de 2011
"A vovó fechou a porta" me diz com lábios trêmulos. Sempre o tom de surpresa. Lágrimas inocentes que insistem em cair por nada, por nada. Uma criança, veio até meu colo e me pediu qualquer coisa, me contou o que havia almoçado como quem conta que descobriu um meteoro no quintal do vizinho.
Me sinto assim as vezes, uma criança mimada que só quer chamar atenção. Não sou mais criança. Recuso toda atitude mesquinha que trago dentro de mim. Transformação. É uma ferramenta importante na minha construção. Por vezes esqueci de tudo e olhei você, só olhei. Mas aprendi com pedras na cabeça, pedras que eu mesmo joguei pro alto, não posso ser assim. Atitudes estúpidas de uma criança. Agradeço por cada palavra que destinou a mim. E, se ainda couber algum pedido, peço que me desculpe por todas as vezes que vi meteoros no quintal alheio, quando nao passavam de grãos de areia.
Não sei se ainda vale alguma coisa, mas te peço que me perdoe.
Obrigado, obrigado, obrigado
Me sinto assim as vezes, uma criança mimada que só quer chamar atenção. Não sou mais criança. Recuso toda atitude mesquinha que trago dentro de mim. Transformação. É uma ferramenta importante na minha construção. Por vezes esqueci de tudo e olhei você, só olhei. Mas aprendi com pedras na cabeça, pedras que eu mesmo joguei pro alto, não posso ser assim. Atitudes estúpidas de uma criança. Agradeço por cada palavra que destinou a mim. E, se ainda couber algum pedido, peço que me desculpe por todas as vezes que vi meteoros no quintal alheio, quando nao passavam de grãos de areia.
Não sei se ainda vale alguma coisa, mas te peço que me perdoe.
Obrigado, obrigado, obrigado
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
...esticou a mão e não achou nada. Sozinho no espaço, tentava se guiar pela estrela mais brilhante. Como em um sonho ouvia tudo ao longe, mesmo sabendo que o som não se propaga no espaço. Ouvia tudo à distância, como um admirador da vida. Na verdade sempre sentiu-se assim. O observador de uma vida na qual nunca se enquadrou. Mantinha-se constantemente em estado de letargia, alheio as coisas que ocorriam a sua volta. Ouvia e via o que achou ter vivido. Entorpecido.
A observou ganhar distância, com um sorriso imenso no rosto. 'É o que importa' pensou, o sorriso estampado no rosto. Não no dele, mas mesmo assim...
Desistiu de achar a mão que o guiava e a colocou no bolso. Seguiu assim, com as mãos no bolso no espaço. Ouvindo sons que não existem e relembrando imagens que parecem muito velhas agora. Vagando no espaço...
A observou ganhar distância, com um sorriso imenso no rosto. 'É o que importa' pensou, o sorriso estampado no rosto. Não no dele, mas mesmo assim...
Desistiu de achar a mão que o guiava e a colocou no bolso. Seguiu assim, com as mãos no bolso no espaço. Ouvindo sons que não existem e relembrando imagens que parecem muito velhas agora. Vagando no espaço...
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Pedaços pelo chão
do que fui um dia
apropriações do que um dia serei
pego, solto, deixo e busco
constante germinação
morrer e acordar
"um cadáver adiado"
que a cada suspiro envelhece o caminho
Por não ser eterno
aprendi a escrever
e espalhar por todos os cantos
o que penso saber
Até um dia perceber
que de nada vale a ousadia
que nao sei nada sobre a vida,
a morte, a rima
do que fui um dia
apropriações do que um dia serei
pego, solto, deixo e busco
constante germinação
morrer e acordar
"um cadáver adiado"
que a cada suspiro envelhece o caminho
Por não ser eterno
aprendi a escrever
e espalhar por todos os cantos
o que penso saber
Até um dia perceber
que de nada vale a ousadia
que nao sei nada sobre a vida,
a morte, a rima
terça-feira, 6 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
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