segunda-feira, 19 de setembro de 2011

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Dormir e acordar. Perceber que tudo não passou de um sonho ruim. No ápice da alegria, puxo meu próprio tapete e caio em câmera lenta. Quando todos os passos são errados, é preciso parar. Parar e observar, torcendo pra que o vislumbramento não a machuque também. Cansado de fazer mal. Chatear é horrivel, ainda mais quando se trata da pessoa que mais queremos bem.
Vergonha de tudo, arrependimento. Os sonhos vividos parecem muito longe agora. Tudo guardado em gavetas, correntes que garantem a segurança da memória. Os melhores dias, a melhor companhia, as melhores risadas. Como quem joga sal no suco mais doce, estraguei a festa.
Agora sim, sabem o que eu vejo no espelho. Tudo volta a ser como era e eu sigo em frente, pra qualquer lugar. Nunca esquecer, nunca deixar de sorrir ao lembrar. A melhor pessoa, decepcionada. Queria fazer bem, dar tudo o que merece, ajudar no que posso. Mas quando arranca os cabelos e perde a paciência com as babaquices de um babaca, precisa de espaço. Espaço pra achar o que falta, pra voltar a sorrir como em tantas outras vezes, vezes que vivi e que guardo no lugar mais aquecido de uma cabeça gelada e deturpada pelas proprias construções equivocadas.

Não conseguiria pedir mais nada. Vergonha

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