domingo, 18 de setembro de 2011

"A vovó fechou a porta" me diz com lábios trêmulos. Sempre o tom de surpresa. Lágrimas inocentes que insistem em cair por nada, por nada. Uma criança, veio até meu colo e me pediu qualquer coisa, me contou o que havia almoçado como quem conta que descobriu um meteoro no quintal do vizinho.
Me sinto assim as vezes, uma criança mimada que só quer chamar atenção. Não sou mais criança. Recuso toda atitude mesquinha que trago dentro de mim. Transformação. É uma ferramenta importante na minha construção. Por vezes esqueci de tudo e olhei você, só olhei. Mas aprendi com pedras na cabeça, pedras que eu mesmo joguei pro alto, não posso ser assim. Atitudes estúpidas de uma criança. Agradeço por cada palavra que destinou a mim. E, se ainda couber algum pedido, peço que me desculpe por todas as vezes que vi meteoros no quintal alheio, quando nao passavam de grãos de areia.
Não sei se ainda vale alguma coisa, mas te peço que me perdoe.

Obrigado, obrigado, obrigado

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