sexta-feira, 16 de setembro de 2011

...esticou a mão e não achou nada. Sozinho no espaço, tentava se guiar pela estrela mais brilhante. Como em um sonho ouvia tudo ao longe, mesmo sabendo que o som não se propaga no espaço. Ouvia tudo à distância, como um admirador da vida. Na verdade sempre sentiu-se assim. O observador de uma vida na qual nunca se enquadrou. Mantinha-se constantemente em estado de letargia, alheio as coisas que ocorriam a sua volta. Ouvia e via o que achou ter vivido. Entorpecido.
A observou ganhar distância, com um sorriso imenso no rosto. 'É o que importa' pensou, o sorriso estampado no rosto. Não no dele, mas mesmo assim...
Desistiu de achar a mão que o guiava e a colocou no bolso. Seguiu assim, com as mãos no bolso no espaço. Ouvindo sons que não existem e relembrando imagens que parecem muito velhas agora. Vagando no espaço...

Nenhum comentário: