quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Sonhos vivos assustam.
Chuva. Choro. "Preciso te contar uma coisa".
"Me conta depois, preciso ir"
Chuva. Tempestade. Lágrima.
Luz de freio se perde em meio ao nevoeiro.
Meio fio. Tênis ensopado. "Me conta depois, preciso ir". E vai.

Quente. Carro.
"Feio, pobre, burro". Resumo.
"É isso que é, e tem que se contentar"
Risada. Choro. Grito.



Carro quente. Música. Nunca ouviu os gritos. Talvez as risadas, mas não a minha.

sábado, 20 de agosto de 2011

Quando foi que aconteceu? Fogos de artifício ainda colorem o céu, fazendo iluminar a existência de todas as pessoas sofridas, que tapam os olhos e insistem em não ver.
Deu significado as palavras, voz aos lábios e sabor a música. Troco a valsa pelo silêncio dos olhos que não sabem o que dizer, mas que mesmo assim gritam a verdade na cara da mundo. Um imã que puxa enquanto a mola empurra pra longe. Medo.
Faça o que te deixa feliz, passe por cima de tudo fazendo o que sempre diz. Sorria com os olhos que o mundo te deu, e à quem um dia trouxer decepcão, sorria mais ainda. Um vulcão que explode alegria ao juntar botões não pode adormecer justamente quando reúne visitantes que fotografam o rio de lava, imponente.
A pista está sendo limpa e o seu vôo está sendo preparado. Que chova pedra e que suma o arco iris. O pouso ainda será suave na terra de ninguém e poderá conversar com joaninhas, ou com o que quiser.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Pescoço duro. Ancorado. Me dá todas as pistas e eu finjo não ver. Muito burro...

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

And just cause he's had a couple cans he thinks it's alright to act like a dickhead
...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Engulo as palavras quando sei que serão jogadas ao vento, só. Algumas coisas eu não escolho, mas se pudesse, escolheria exatamente isso...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Um problema com pernas que andam em círculos. Evita os espelhos e sorri timidamente sem saber pra onde olhar. Talvez um dia alguem aceite... desse jeito mesmo. Nããão, acho que não. Talvez um dia se aceite, tomara. Se esconde atrás de filmes e músicas que sempre trazem um desfecho. Borboletas no estômago DEVEM significar alguma coisa, nao fosse assim, não duraria tanto. Sabe que nao está enganado, mas mesmo assim engole as palavras e disfarça um olhar envergonhado... dançando as valsas sozinho, quando o par ideal está logo a sua frente, de mãos dadas com o acaso.
"... porque as memórias quando ficam velhas elas são como o vinho mais sofisticado, até que se você encontrar uma memória velha mesmo, de infância, não uma degustada com frequência mas uma memória novinha em folha!, ela vai ter um sabor melhor que o do conhaque Napoleão em que o próprio Stendhal deve ter posto os olhos ... enquanto fazia a barba diante daqueles canhões napoleônicos..."

Jack Kerouac - As visões de Cody