sexta-feira, 29 de julho de 2011

A profecia se realiza...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Te olho de longe e é perfeita. Inteligente, bonita, engraçada, sagaz... Te vejo sorrindo e não escuto sua voz. Seus olhos acompanham a risada e reverenciam o interlocutor. É perfeita assim. Pra quê me aproximar? Posso talvez descobrir que não é tão legal quanto imaginava, que é chata de vez em quando e que se irrita com facilidade. Por quê mexer no que é platonicamente delicioso e cabe exatamente no meu sonho? Pensando com os meus botões...
Isso é super filosofia, preguiça. É confortavél continuar assim e poderia evitar me relacionar com todo e qualquer ser humano. Talvez fosse melhor, viveria plenamente feliz com a idéia que criasse a respeito de tudo. Todos são perfeitos vistos de longe... pff, não é isso que eu quero.
Idiossincrasias. Quero o que lhe é peculiar, seus defeitos e medos. Suas ambições que te tornam você. Quero o feio, o chato, o insuportável. Se não fosse assim, me satisfaria com alguma personagem de Jane Austen. Dormiria todas as noites abraçado com a idéia que crio sobre uma coisa intocável. Pessoas têm medo. Medo da verdade, medo do difícil, do inesperado...
Te olho de longe e é perfeita. Te olham de longe e é perfeita. Qualquer um que enxergue chega a essa conclusão. Me aproximo e te vejo de perto, avistando cada contorno que lhe foi reservado, cada traço que te diferencia da multidão de pessoas perfeitas. Não quero perfeição, quero o real, o que a torna humana e única. Dê-me as indiossincrasias que são invisíveis a todos que lhe sorriem de longe.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Difícil escrever com as mãos trêmulas, o cérebro embriagado de alguma coisa inominável e o corpo dormente. Tenta-se explicar o que não tem explicação, racionalizar o insano e planejar o invisível. Quando a felicidade atinge níveis inimagináveis o cadarço vira confete e a pedra vira chiclete.
Sair sem dar adeus, voltar e ver o tempo parar. Na terra do nunca, sempre é cedo pra fazer o que se deseja. A sinceridade estatela rostos no chão que não se cansam de ser surpreendidos. Tudo de qualquer jeito, tudo do melhor jeito. Tudo é estranho e somos tudo. O que nos é reservado nos aguarda entre sorrisos, sempre entre sorrisos.
Pra onde quer que vá, é onde tem que ir. E é na dificuldade em exprimir através das palavras que continuamos... sinceramente, profundamente e deliciosamente nós mesmos.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Nessas horas eu vejo o quanto gosto. Medo de desgastar a situação e fazer com que se afaste. Medo de ficar amargo.
=/

terça-feira, 12 de julho de 2011

Não cabe no metro quadrado que lhe foi reservado. Gritaria demais, inveja demais. Não se encaixa entre as pessoas que sempre estiveram ali. Demorou um tempo mas percebeu.
Traça um caminho novo só pra ver no que dá. Risca de giz alguma coisa desconhecida e torce pra que a chuva não caia, apagando tudo que construiu. Segue de olhos vendados e usa como guia mãos invisiveis que apontam diversas direções ao mesmo tempo. Novos ares o carregam sabe-se lá pra onde e tudo está bem.
Sente o corpo tremer e a garganta berrar enquanto o silêncio toma conta do cômodo. Pele que se rasga, revelando um ser inexistente no mundo real.
Tudo está bem e as fotografias registrarão só o que vale a pena.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Queria acompanhar a dança desritimada, a valsa silenciosa. Pular a amarelinha em busca do caroço de pêssego no fim da brincadeira. Guiar os pés pesados pra onde bem entender e continuar assim. Queria poder te seguir sem me perder na névoa que confunde o tempo todo. Ouvir a voz que insiste em ficar calada, se escondendo atrás dos acordes do violão, mesmo sabendo que alcança lugares inalcansáveis. Papéis, desenhos e letras espalhadas pela mesa. Tudo o que resta cabe dentro da mochila. Assim sendo, sei que nunca a tirarei das costas. Levo comigo aquilo que gosto, pois o que nao agrada se perdeu em algum lugar distante, longe de voce e de mim, longe do meu interesse.
Dedos apontados pro meu nariz me chamam de burro e estúpido, mas eu nao ligo. Sigo o ritmo dos sonhos que, depois de um tempo, são a unica coisa que sobrou. Te quero perto o suficiente pra enxergar os olhos, longe o suficiente pra sentir saudade e bem o suficiente pra fazer o que bem entender. Andar descalço no meio das pedras nunca foi tão confortavel. Uma montanha alta que nunca revelará o pico, nao importa o quanto suba. Solto o balão recheado de imagens e memórias na esperança de te alcançar. Só quero notícias suas.
O sorriso mais bonito, o melhor abraço do mundo. As piores coçegas e a pessoa que mais me faz bem. Pois é, existe.
Te amo muito.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Me disseram que na hora eu saberei e... adivinha só? eu sei!