segunda-feira, 11 de julho de 2011

Queria acompanhar a dança desritimada, a valsa silenciosa. Pular a amarelinha em busca do caroço de pêssego no fim da brincadeira. Guiar os pés pesados pra onde bem entender e continuar assim. Queria poder te seguir sem me perder na névoa que confunde o tempo todo. Ouvir a voz que insiste em ficar calada, se escondendo atrás dos acordes do violão, mesmo sabendo que alcança lugares inalcansáveis. Papéis, desenhos e letras espalhadas pela mesa. Tudo o que resta cabe dentro da mochila. Assim sendo, sei que nunca a tirarei das costas. Levo comigo aquilo que gosto, pois o que nao agrada se perdeu em algum lugar distante, longe de voce e de mim, longe do meu interesse.
Dedos apontados pro meu nariz me chamam de burro e estúpido, mas eu nao ligo. Sigo o ritmo dos sonhos que, depois de um tempo, são a unica coisa que sobrou. Te quero perto o suficiente pra enxergar os olhos, longe o suficiente pra sentir saudade e bem o suficiente pra fazer o que bem entender. Andar descalço no meio das pedras nunca foi tão confortavel. Uma montanha alta que nunca revelará o pico, nao importa o quanto suba. Solto o balão recheado de imagens e memórias na esperança de te alcançar. Só quero notícias suas.
O sorriso mais bonito, o melhor abraço do mundo. As piores coçegas e a pessoa que mais me faz bem. Pois é, existe.
Te amo muito.

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