domingo, 29 de janeiro de 2012

Uma luta travada desde sempre. O egoísmo que me faz continuar com os pés cravados no chão é o mesmo que me faz gritar enquanto olho as estrelas a caminho de casa. Estive em vantagem por alguns instantes, reconheço isso. Digamos que o senhor foi gentil comigo, admito.
De peito aberto e sol no rosto, olho ao redor, olho pra todos os lados. Sombras de caminhadas e corridas sem tempo. Sorrisos e braços dados, conversas sem razão nenhuma, extremamente racionais. Tijolos sobre onde os rostos se encontraram, mesas cheias de gente como nós, ou não. Feixes de luz e fotografias coloridas, dessa vez sem personagens. É, ele está em vantagem e debocha da minha angústia agora. Tudo bem.
Te deixo correr e passar a frente, enquanto descanço as pernas e ouço os pássaros cantando. Rindo agora, ao som de música nenhuma, enquanto os instrumentos são afinados, recolho-me aos lugares em que sempre estive e espero. Te faço um mimo agora, destino, pra que se sinta bem e volte a conversar comigo mais tarde, um pouco mais tarde.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Não sabemos o que nos espera, e por enquanto enrolo. Enrolo o tempo pra não me enrolar. Ando devagar e deixo a preguica retardar meus movimentos. Um grito silenciado, o sopro interrompido.
Como toda historia sem fim, as páginas acabam e os sussurros tornam-se inaudíveis. Desesperado pelo que vejo, tento disfarçar o descontrole que me levaria ao céu. Tudo calmo e feliz agora, enquanto vejo o sonho amanhecido e os olhos brilhantes da alegria mais infantil que já conheci.
Vá! Agora siga e faça o que veio fazer aqui. Depois de tempos no chão, suas asas estão abertas e prontas para alcançar o que quer que seja. Com os pés ainda firmes no chão vivo a realidade todos os dias, ao mesmo tempo que acompanho sonhos soletrados que sempre me lembrarão o meu próprio.
Um amor imenso que não diminui...