domingo, 29 de janeiro de 2012

Uma luta travada desde sempre. O egoísmo que me faz continuar com os pés cravados no chão é o mesmo que me faz gritar enquanto olho as estrelas a caminho de casa. Estive em vantagem por alguns instantes, reconheço isso. Digamos que o senhor foi gentil comigo, admito.
De peito aberto e sol no rosto, olho ao redor, olho pra todos os lados. Sombras de caminhadas e corridas sem tempo. Sorrisos e braços dados, conversas sem razão nenhuma, extremamente racionais. Tijolos sobre onde os rostos se encontraram, mesas cheias de gente como nós, ou não. Feixes de luz e fotografias coloridas, dessa vez sem personagens. É, ele está em vantagem e debocha da minha angústia agora. Tudo bem.
Te deixo correr e passar a frente, enquanto descanço as pernas e ouço os pássaros cantando. Rindo agora, ao som de música nenhuma, enquanto os instrumentos são afinados, recolho-me aos lugares em que sempre estive e espero. Te faço um mimo agora, destino, pra que se sinta bem e volte a conversar comigo mais tarde, um pouco mais tarde.

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