De repente a gente percebe, sem mais nem menos. Percebemos que nada é o que parece, que os sonhos são só sonhos e pessoas, só pessoas. Todas iguais. TODAS.
Como quando se esta em queda livre e a sensaçao é tão aconchegante que chega a adormecer todas as extremidades. É a melhor sensação do mundo, até percebermos que estamos sem o pára quedas e que um chão de pedras e merda nos espera lá embaixo. Nunca saltei de um avião, com ou sem páraquedas, nem tenho vontade.
A única vontade que eu tinha foi entulhada por uma tonelada de realidade e mais um pouco. As pessoas são iguais, enfim. É sempre assim, mergulhamos rumo ao infinito de águas coloridas e não percebemos o buraco negro que nos espera depois da porra do arco iris.
Sei que remoerei toda essa merda na minha cabeça e que a sensação voltará. Não quero que aconteça, principalmente quando sei que estou sozinho. Palavras ao vento somem como fumaça quando a realidade cola labios já conhecidos. Eu sou o estranho. Eu. Devia saber disso. Sempre serei. Como Lionel que está prestes a se afogar nos próprios pulmões, respiro fundo pela última vez, antes do ultimo mergulho. Porém, diferente de Diane, voce nao estará aqui pra assistir, ou despedir-se.
domingo, 6 de março de 2011
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Um comentário:
Sim, as pessoas são todas iguais, mas nem por isso elas deixam de ser interessantes. E acho que querer sentir a sensação de uma queda livre e depois quebrar a cara no chão chama-se na verdade VIVER. Na verdade acho que sem isso a vida não teria o menor sentido. Acho que para ser feliz se faz necessário quebrar a cara muitas vezes.
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