Te vejo tremer interiormente enquanto as paredes do quarto explodem bem na nossa frente. Toda a calmaria é substituída pela tormenta repentina que inverte os sentidos do mundo. Um pé no chão, o outro voando. Conflito interno, exteriorizado. Fica assim.
Cuspir palavras ao vento e esperar que a brisa o carregue pra longe. Os pensamentos não são imunes a lei da gravidade e continuamos aqui, o tempo que quiser, o tempo necessário. Sonhar acordada. Acordar sonhando. Vejo tudo e tento seguir, colocando os pés pra trabalhar e pensando em alguma solução razoável. Não tenho asas.
A catarse em pessoa. Não achei que fosse possivel. Escolher um caminho que, inevitavelmente, consideravelmente, levará ao mesmo destino. É assim que fico e é assim que quero ficar. Olhar tudo e fotografar com a retina, armazenar na memória e te olhar contando qualquer coisa enquanto se afasta. Os braços esticam-se ao máximo... subir...
Faço um binóculo improvisado com as mãos pra nao te perder de vista. A distância ilude a visão, mas não me engano. Do alto, continuo sabendo qual é a estrela que insiste em brilhar.
domingo, 5 de junho de 2011
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2 comentários:
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Muito bom Filipe...
Abração.
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