Não me disseram que seria assim. Os livros descreveram, tudo errado. No canto do quarto não ouvi os violinos de Paganini ou as notas tristes da Orquestra Imperial. Foi o silêncio. Silêncio que gritou seu nome, me fez tremer e sentir a bomba do peito explodindo categoricamente, rasgando cada centímetro de pele. As pernas pareciam fracas o dia inteiro e o rosto inchado me mostrava a última coisa que eu queria ver.
Dói. Ter que descer na estação e te ver pegar o próximo trem sozinha dói. Mudado de todos os jeitos possíveis, guardo as marcas de cada viagem que fizemos juntos. As melhores do mundo. Sento no banco do terminal e escrevo cada memória que passa pela minha cabeça, tenho medo que um dia o tempo leve a saúde e com ela o que me restou de você. Sento no banco e vejo tudo. Não é tão confortável como os bancos que dividimos, mas é o que me resta.
No quarto, na estação, em São Paulo, na minha cabeça... Ficou o que um dia foi o homem mais feliz do mundo.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
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