segunda-feira, 30 de abril de 2012

Entre portas fechadas e torneiras pingando, a vibração da luz acima da cabeca prestes a explodir sobre nós, entre idéias distorcidas e projeçoes dissimuladas, cheias de gozo e vontade e pontas de dedos dormentes... Feche os olhos, sonhe o melhor sonho e mergulhe profundamente no que quiser. Mar de linhas, emaranhado de palavras supra significativas e olhares que se cruzam. O beijo de boa noite todas as manhãs, uma caneca fumengante e a felicidade percorrendo cada pelo do corpo, escorrendo, como nunca imaginei. Feche os olhos e enxergue pela primeira vez. Olhar pra dentro ignorando os raios iluminados que passam, rapidos demais, barulhentos demais, zumbindo e berrando ouvidos cansados, que ja não escutam mais nada. Sem fones de ouvido, sem maquiagem. Olhe pra dentro e veja tudo. Escreva palavras de ordem entre seus passos e pinte nuvens de verde ou vermelho. Fazer do dia a sua página e correr até cansar. Fazer o que quiser, por mim, por você, por todos os amigos, queridos ou não... por tudo que quero ser, quero que seja assim, deliciosamente você, eu, nós, vós, empilhando tijolos todos os dias pra que o descansar entre lençois pareça merecido e os dedos cansados possam acariciar o outro e dizer que tudo terminará bem apenas pelo toque, como planejamos.

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