terça-feira, 12 de julho de 2011

Não cabe no metro quadrado que lhe foi reservado. Gritaria demais, inveja demais. Não se encaixa entre as pessoas que sempre estiveram ali. Demorou um tempo mas percebeu.
Traça um caminho novo só pra ver no que dá. Risca de giz alguma coisa desconhecida e torce pra que a chuva não caia, apagando tudo que construiu. Segue de olhos vendados e usa como guia mãos invisiveis que apontam diversas direções ao mesmo tempo. Novos ares o carregam sabe-se lá pra onde e tudo está bem.
Sente o corpo tremer e a garganta berrar enquanto o silêncio toma conta do cômodo. Pele que se rasga, revelando um ser inexistente no mundo real.
Tudo está bem e as fotografias registrarão só o que vale a pena.

Um comentário:

Priscila disse...

queria que as palavras fluíssem tão bem assim pra mim também. que dom, fi! (:
viu.. vc sumiu do face, mas passei pra avisar que SF não vai rolar mais, vou é me mudar pro brasil daqui a um mês. tão animada!
beijão