sábado, 25 de fevereiro de 2012
A dança dos copos
É o sorriso em qualquer rosto, a mão melada de doce. É a casca da manga, o sumo do nada; O abrir da janela, o primeiro traço no papel branco. O início de tudo, quando tudo não termina. É o soco na cara, a brisa no rosto, o café da noite interminável. É o sim, o não, palavras não ditas; é o ócio que supre as coisas da vida. É a linha do pipa, o nó na garganta; a saliva que escorre pouco antes da janta. É isso, aquilo, o que não foi salvo; o cadarço que solta, as mãos amarradas. É o livro aberto, que não foi escrito. O bloco que marcha rumo ao infinito. É um pouco de tudo que foi concebido, é a chuva, é chuva, o berro aflito. A cadeira com pernas, o chamar do apito. Minha vida com asas... eu acho que é isso. Você é pra mim, mais do que imagino; o ponto que conclui tudo que foi escrito.
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Um comentário:
hahahahah eu nunca acreditei mesmo quando vc disse que tinha escrito um ruinzinho.
Adorei esse, de verdade.
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