Não consigo escrever, simples assim. Nunca consegui, na verdade, mas pelo menos os erros apareciam com evidência, gritavam a cada linha escorrida. Agora, nem isso. Quando mais quero falar, o silêncio.
Fingo que a felicidade me acompanha a cada passo. Sorriso amarelo o dia inteiro e uma pontada que me acerta a todo instante. Não há nada a ser dito. Queria poder ser o que sou, mas já não é possivel. Queria que tudo mudasse, menos uma coisa. Uma. Queria os mesmos braços, o mesmo cheiro e a risada conhecida. Não queria muito, só tudo que nunca me pertenceu. Todos esperam demais, desejam demais, eu também.
O sol ainda vem me visitar, mas sinceramente são raros os dias em que o atendo.
Uma guerra que me puxa, empurra e me faz em cacos, todos os dias. Sei que é impossível o que um dia foi óbvio. Sei que o copo continua sendo preenchido e o que havia nele escoa, descendo ralo abaixo rumo a algum lugar desconhecido. Me recuso a beber. "Estou satisfeito", foi o que ouviu o destino quando veio me oferecer mais um drink. Me desculpe, mas realmente estou satisfeito. Pelo que aconteceu e pela sua felicidade. Satisfeito pelo olhar de ansiedade, pela busca incansável de tudo que tem direito. Acho que sou feliz, mas tenho certeza que ja fui mais.
A vida te ergue enquanto tento não te perder de vista. Não considero minha dor especial não, mesmo. Porém é minha e tenho o direito de falar sobre isso.
Todos crescerão e se lembrarão de alguma coisa. Eu trocaria tudo que tenho pra poder ficar perto. Tudo que tenho pra não ter que me tornar uma lembrança. Porra como sou ridículo.
Eu só queria você, te olhar e acompanhar até em casa. Só isso.
Isso nem é um texto. Poderia ser um email, sei lá. Sou muito confuso
domingo, 19 de fevereiro de 2012
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