Sozinho ele anda, em meio à multidão aglomerada que se encontra em todos os lugares. Cruza com uma infinidade de pessoas que se esbarram, despreocupadas, ou não, preocupadas demais. Percebe que, embora rodeado de gente, nunca se sentira tão só. Lixeiros, vendedores, desempregados, vagabundos, empresários, bêbados, drogados. Quem? Não sabe. Tudo que sabe é aquilo que vê. Tudo que vê é nada. Imagens borradas que passam apressadas. Nunca saberá quem são e nunca saberão quem é.
O tênis gasto o leva para o mesmo lugar, sempre. Lá se encontra todos os dias com quem parece mais desconhecido do que nunca.
- Um bilhete, por favor – repete, como um disco riscado.
Recebe o desejado da funcionária muda.
Senta, sintoniza a sua rádio predileta, sempre na hora certa.
-Bom dia!!! – cumprimenta o locutor entusiasmado – É sete da manhã, de uma bela segunda feira... – continua.
Era incrível, se sentia mais próximo daquele locutor do que jamais se sentira das pessoas a sua volta.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
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3 comentários:
hey Fi!!!que texto massa...é impressionante como vivemos em um mundo em que quando fizemos as coisas por mais de umas 2/3 vezes,passa a ser automatico e praticamente sem vida...Adorei!!!
Adivinha quem é???
seilá
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