É tarde, pelo menos para a maioria das pessoas. Para mim, não. É na madrugada que me sinto mais vivo, como se fosse a ração de um cão faminto, a noite me sustenta e me faz querer mais.
Tudo ocorre de forma normal. Uma noite como outra qualquer. Prostitutas lavam sua ferramenta de trabalho, esperando pelo próximo cliente. A senhora da casa ao lado bebe seu leite morno antes de se aconchegar sozinha entre cobertas e lembranças. O porteiro boceja ao olhar o relógio de pulso que ganhara da mulher. A fachada da principal avenida é pintada com tintas baratas, risadas e conversas descontraídas. Enfim, nada de mais numa noite que oferece tudo.
A calçada do bar é lavada com água suja, vassoura e um par de braços. E eu aqui, como sempre, escrevendo textos que ninguém quer ler. Tudo normal.
domingo, 30 de agosto de 2009
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Um comentário:
Nossa, Fi, isso me trouxe um gosto de simplicidade...sei lá...
Tô adorando tudo o que você escreve.
Beijos
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