segunda-feira, 16 de julho de 2012

“Apareceu na porta de entrada e meu corpo estremeceu de um jeito que nunca havia experimentado”, narra o autor de um texto lido por muitos. Logo penso que é paixão, que os dois ficarão juntos em determinada página. Eu quero que fiquem juntos. Com olhares insinuosos e troca de sorrisos discretos os protagonistas nos deleitam com a materialização do amor. Sigo cada passo e transpiro ao descobrir que meu companheiro está sofrendo durante uma noite de lua cheia. O escritor deita. Discorre sobre tudo e todos como se soubesse cada linha do que está falando. Se apropria da voz, da voz dele, dela. Se apropria da minha voz e me faz gritar o que tem vontade. Condenamos homens ruins e salvamos princesas que nunca nos foram apresentadas. Tomamos partido. Talvez seja isso, talvez devamos concluir assim. Talvez não. Por vezes desistimos no meio por não acreditar naquilo que lemos, por outras passamos a acreditar assim que batemos o olho. É um jogo de ilusões e mentiras deslavadas que nos pega pela mão e nos leva por onde quiser.

Enfim eles ficam juntos. Por força do autor, não por força de vontade. Um encontro inesperado na biblioteca e pronto, sela-se o destino. O destino que nos foi apresentado, o ponto final que o personagem não deu. O feliz para sempre determinado muito antes do fim. Por curiosidade continuamos a leitura e nos satisfazemos com as vidas que nos foram apresentas. Fragmentos de vidas, pedaços do que quiserem. Vidas que nos ajuda a levar a vida, até que a nossa vire a mentira que levará um sorriso ao rosto de um inocente.

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