O tempo. Tempo é tudo que temos sem termos nada. O tempo te tem, te abraça apertado mesmo que você odeie. É implacável como sempre foi dito, não respeita idade, vontade. Não liga pra ética e moral e destrói tudo que existe pela frente. No começo é a gênesis. As colunas, o cimento e o erguer das paredes. A criação de tudo que se torna eterno por tempo indeterminado, o esticar do sorriso e o canto dos mudos. O tempo. Tempo que mistura tudo em alguma coisa, que transforma e recria a cada piscar de olhos. Tempo que cria e mata. O tempo, o mesmo que te põe no chão e te torna cego, que te traz o esquecimento e encerra tudo de bom que já aconteceu. O que te fez sorrir e cantar, dizer e calar. Beijos, muitos beijos que não são promessas. O tempo que te fez perceber o quão idiota sempre foi, e o quão interessante você nunca será. Cura, fere, sangra e mata, tudo de uma vez. Te fez odiar os braços dados e dedos entrelaçados. Tempo que não tenho pra chorar, tempo que tenho pra escrever, sem saber. Tempo precioso pra uns, ocioso pra outros. Tempo pra mim, pra você. O abraço do tempo que pode esquentar e aconchegar, ou esfriar a alma que já esteve por aí, passeando em outros tempos.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
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